"Violência contra a mulher não é invisível", alerta juiz de Nova Andradina
Afirmação é feita ao destacar ciclos de abuso e subnotificação

Em entrevista à Rádio de Nova Andradina, Nova FM 96, o juiz Eduardo Augusto Alves fez um alerta contundente sobre a realidade da violência doméstica e familiar contra a mulher na comarca de Nova Andradina, destacando que muitos casos permanecem ocultos devido ao medo, à dependência emocional e aos ciclos de abuso.
Durante a conversa, o magistrado abordou as diferentes formas de violência física, psicológica, sexual e patrimonial. Ele ressaltou que, por ocorrerem majoritariamente no ambiente doméstico e sem testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância no processo judicial.
O magistrado também chamou atenção para fatores que agravam esse cenário, como o uso abusivo de álcool, frequentemente associado a episódios de agressão, além da gravidade dos casos de feminicídio.

O juiz reforçou a importância das medidas protetivas e da busca imediata pelas autoridades, destacando que o enfrentamento à violência exige ação rápida e integrada.
“Muitas mulheres permanecem em relações abusivas porque estão inseridas em um ciclo profundo de violência, marcado por controle, humilhação e medo. É fundamental fortalecer o empoderamento feminino e garantir que essas vítimas saibam que não estão sozinhas”, afirmou.
Na entrevista, o juiz Eduardo Augusto Alves também destacou a necessidade de respeito à autonomia da mulher em todas as esferas e defendeu a superação de paradigmas machistas ainda presentes na sociedade, que contribuem para a perpetuação da violência.
Para o magistrado, o combate à violência contra a mulher depende da atuação conjunta do Judiciário, das forças de segurança e da sociedade civil, com foco na conscientização, acolhimento e proteção das vítimas.

"Violência contra a mulher não é invisível", alerta juiz de Nova Andradina
















